"So I think It’s Time For Us to Have a Toast" – Kanye West (Runaway)

Por Milene Guimarães

Vim trazer à baila um assunto que entrou em destaque logo após a festa do Oscar 2010: Mulher fazendo cinema. Nada melhor que poder discutir isso em um blog em que sou a única a mulher a escrever. Exclusividade e sensibilidade. O Cactus Cultural leva você a um breve passeio pela história do cinema para relembrarmos a maestria feminina nas telonas.

    Não é com nenhuma intenção feminista pretensiosa que quero destacar o trabalho dessas cineastas. Mas a questão é que quase não se falava mais do trabalho feminino, até que Kathryn Bigelow  levou a estatueta de melhor direção no Oscar deste ano, com o filme “Guerra ao terror”. A primeira mulher a ganhar o Oscar nesta categoria. Dá para acreditar? Depois de 82 premiações só agora a mulherada sentiu o gostinho doAnd the Oscar Goes to…É claro que em outras categorias já estrelamos, como por exemplo a Jane Campion com O Piano, melhor roteiro original (1994). Mas nada se compara ao prêmio-Mor que é o de direção. 

    Kathryn, de 58 anos, alcançou a premiação mais cobiçada da festa dirigindo um filme que tem como tema principal algo que é tipicamente masculino: guerra. E essa é bem a cara de seus filmes – “K-19 – The Widowmaker” (2002), “Estranhos Prazeres” (1995) e “Caçadores de Emoção” (1991).

Kathryn- Oscar 2010

    Pára tudo! A gente pode ter demorado a receber um dos prêmios mais desejados, mas temos, praticamente, o maior título: a criação da narrativa cinematográfica. É isso mesmo! E foi a francesa Alice Guy-Blaché que conseguiu o título honroso.

Alice Guy-Blaché

    Sem falar em Lois Weber, que era uma “faz-tudo” das telonas, uma das primeiras a conseguir um contrato com a Universal, de1910 a 1920. A polêmica Lois, precursora a produzir, dirigir, estrelar e co-escrever um filme em Hollywood.

    Podemos citar muitos e muitos exemplos de mulheres de fibra, que lutaram pelo cinema e para continuarem a trabalhar com ele, como Francis Marion , Dorothy Arzner , Ida Lupino.

     

Nos últimos tempos ainda temos muitas mestras que marcaram a história cinematográfica. As mulheres continuam mandando muito bem, cada uma com suas características e técnicas, Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989), da diretora Mary Lambert; Quero Ser Grande (Big, 1988), da diretora Penny Marshall; Psicopata Americano (American Psycho, 2000), da diretora Mary Harron; Os Reis de Dogtown (Lords of Dogtown, 2005), da diretora Catherine Hardwicke.

   

    Não esquecendo da grande Carla Camurati, “filha da terra”, que  na minha opinião, marcou a retomada do cinema nacional, com o filme Carlota Joaquina-A princesa do Brasil.

    Ufa! É muita mulher e pouco espaço, mas deu para perceber que estamos na concorrência e o “páreo é duro”. A mulher, de fato, conseguiu conquistar o ESPAÇO que queria e fez bom proveito de cada pedacinho. Então rapazes, quando encontrarem um par de saltos na disputa, preparem-se, pois não vai ser mole!

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