"So I think It’s Time For Us to Have a Toast" – Kanye West (Runaway)

Christopher Nolan manipula com maestria a mente de seus espectadores


Esqueçam as comparações. Elas só servem para reduzir um filme a uma referência e criar rótulos, necessários apenas para aqueles que sentem a necessidade de se agarrar às ideias seguras. O fato é que A Origem é capaz de levá-lo a fazer parte do filme, incitando o espectador a mergulhar naquele universo de narrativas intercaladas e fragmentadas. Não é um filme fácil, exige comprometimento de quem está assistindo, é rico em detalhes e cheio de recursos para prender a atenção do espectador.

Em seu magnífico roteiro (e que roteiro!), Nolan utiliza temas como o tempo, o sonho e a realidade. O diretor concebe um mergulho na mente humana e, dentro dela, põe em prática e dá vida às suas fantasias. Chris inteligentemente nos conduz dentro de seu labirinto mental e reproduz cenários oníricos de forma magistral.

Um filme de ação arrebatador, com sequências que prendem a sua atenção e tiram o seu fôlego, sem falar que a narrativa tem um ritmo crescente, com pontos de clímax e cenas hipnotizantes. Edição e montagem são atrações à parte, a trilha sonora está em sintonia perfeita com o filme e contribui significativamente para fazer da sequência final de A Origem ser ainda mais espetacular. O filme ganha muitos pontos também em relação aos efeitos visuais.

Vamos ao elenco: a sintonia entre os atores é perfeita. Joseph Gordon-Levitt se destaca entre os coadjuvantes, enquanto Ellen Page acaba servindo apenas de escada e apoio para o personagem de Leonardo DiCaprio. Dentre as interpretações, não há outro destaque senão o casal DiCaprio e Marion Cotillard. Os olhos de Cobb, revelam intensidade e profundidade, atestando mais uma vez o enorme talento de Leonardo. Acho difícil vir um Oscar para DiCaprio desta vez, apesar de ser uma interpretação que merece ser premiada. Já Marion Cotillard é talvez o grande destaque de Inception, no quesito atuação. Uma imagem forte e uma interpretação excelente devem certamente garantir algumas indicações a prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante.

O filme é recomendadíssimo e acho que você vai querer ver mais de uma vez.

Ah, sem querer soltar nenhum spoiler, prestem atenção à música Non, Je Ne Regrette Rien de Édith Piaf que é o elemento que traz os personagens de volta à realidade após os sonhos. Ela tem a ver com um dos mistérios do filme.

Confira nossa página especial com todos os posts sobre A Origem!

Comentários em: "A Origem é mesmo tudo isso!" (3)

  1. cabra da peste disse:

    eu adorei o filme,,, é isso mesmo que vc falou, saí do cinema sem ar… parecia que era eu que estava dentro de um sonho… precisava de um chute,

  2. Anna disse:

    Ainda não vi, mas agora quero ver! Beijos e parabens pela continuidade do blog, para o alto e avante!

  3. Eu ainda não assisti, mas certamente vou assistir, quando a critica as vezes é boa e as vezes é ruim, é sinal que o filme é bom !

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