"So I think It’s Time For Us to Have a Toast" – Kanye West (Runaway)

Arquivo para 16/10/2010

Trailetrizante: RED – Nada substitui a experiência

A coluna dessa semana traz um elenco estrelado, numa comédia de ação promissora. E mais uma vez, Helen Mirren aparece no Trailetrizante, mas dessa vez ela está acompanhado por Bruce Willis, Morgan Freeman e Marie-Louise Parker. No Brasil o filme ganhou o subtítulo Aposentados e Perigosos, uma adaptação do significado de RED, aposentados, extremamente perigosos (retired, extremely dangerous).

Assista ao trailer:

Frank Moses (Bruce Willis) é um ex-agente de operações secretas da CIA que está vivendo uma aposentadoria tranquila. Até que um assassino high tech aparece querendo matá-lo. Com sua vida e de sua esposa, Sarah (Mary-Louise Parker), em risco, Frank tenta reunir a sua antiga equipe (Morgan Freeman, John Malkovich e Helen Mirren) para tentar sobreviver.

O filme é baseado nos quadrinhos de mesmo nome, de autoria de Warren Ellis e Cully Hamner, que teve 3 edições e foi lançado pela DC Comics. O diretor Robert Schwentke é o responsável pela adaptação.

RED estreou ontem (15/10) nos Estados Unidos e chega às nossas salas daqui a um mês: 12 de novembro.

Se quiser ver os outros trailes e clips de RED, clique AQUI e assista!

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Tropa de Elite 2 entra para o hall das grandes obras cinematográficas nacionais

É a melhor representação da realidade já feita no cinema nacional

Tudo o que Tropa de Elite 1 foi e representou pode ficar para trás diante deste êxito sem precedentes que é a sua continuação. Não me refiro à bilheteria. Toda a superficialidade do primeiro filme é rompida com um mergulho no lado mais obscuro e, ao mesmo tempo, evidente da sociedade brasileira: política e corrupção.

Enquanto o filme de 2007 faz sua audiência ser tomada por uma catarse provocada por cenas de violência que não se justificam dentro do enredo, já que elas não levam o espectador a uma reflexão profunda, esta sequência consegue submeter sua história a um contexto social e político que justifica cada take do filme. Faz uso de alegorias e produz uma magistral representação do real. Direção e roteiro afinados com a mensagem por trás das cenas e montagens. Aliás, o roteiro é sensacional, utiliza todos os recursos que um bom filme pode utilizar: agilidade, dinamismo, inteligência, reversão de expectativa, estrutura sólida e também não linear. A direção só peca em dois aspectos: fotografia e edição. São elementos que poderiam ter sido mais cuidados.

Wagner Moura coloca Tropa de Elite 2 no bolso

Um filme repleto de algumas ótimas atuações e uma genial. Assim podemos resumir o trabalho do elenco do longa. Porém, em Tropa 2 é o trabalho de Wagner Moura que mais impressiona. Uma interpretação no tom certo e uma concepção acertada e coerente do personagem. O Capitão Coronel Nascimento passa por um processo de humanização que contribui significativamente para a sensação de veracidade que o filme produz. Nascimento não é um herói – nem um anti-herói -, é a engrenagem de um sistema que começa a experimentar todos os seus conflitos pessoais e éticos durante sua evolução.

Tropa de Elite 2 consegue a façanha de produzir um reflexão política e fazer com que essa reflexão alcance a grande massa. E mais: José Padilha, diretor do filme, não se perde e seu processo de comunicação torna-se bem-sucedido. Vejam só: o governo do estado do Rio de Janeiro está representado da pior forma possível no longa e mesmo assim, numa tentativa de negar a representação, investe e patrocina a obra. Uma deliciosa incoerência que torna o filme ainda melhor.

O trabalho de Padilha consegue arrebatar a emoção do espectador em diversos momentos e faz de Tropa de Elite 2 um épico contemporâneo. De um crítico inflexível do filme, passo para a admiração a uma excelente obra. Inegavelmente melhor que o primeiro filme, este tem tudo para entrar para a história do cinema nacional.

 

 

 

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