"So I think It’s Time For Us to Have a Toast" – Kanye West (Runaway)

Arquivo para outubro, 2010

10 Grandes Filmes Inspirados em Tragédias Reais

Na onda da história dos mineiros do Chile, que todos garantem que logo deve virar filme, decidimos listar os 10 melhores filmes baseados em tragédias reais. E o resultado você pode ver abaixo:

>>clique nas imagens para assistir a trailers e cenas dos filmes<<

O diretor Bruno Barreto procura lançar um olhar diferente sobre a tragédia do ônibus 147, ocorrida em 2000. Na ocasião, Sandro Barbosa do Nascimento sequestra o ônibus da linha 174, faz os passageiros reféns e, no final, numa ação precipitada da polícia, mata a última refém, Geísa Gonçalves.

O filme foi relativamente bem recebido pela crítica e elogiado por mostrar o lado e a perspectiva do algoz de toda a tragédia.

O trágico naufrágio do transatlântico Titanic em 1912 é contado e ilustrado sob a representação de uma grande história de amor. Tecnicamente impecável, porém mais uma investida comercial sem muito brilho. De James Cameron.

Venceu 11 Oscar e 4 Globos de Ouro. Avaliação do Rotten Tomatoes: 82.

O filme narra a história de Paul Rusesabagina, que conseguiu salvar a vida de 1268 pessoas durante o genocídio de Ruanda em 1994. O Genocídio em Ruanda foi um massacre executado pelos membros da etnia hutus, que atacaram os tutsis e hutus moderados. A direção é de Terry George.

114ª posição no top 250 do IMDB. Avaliação do Rotten Tomatoes: 90.


O filme Voo United 93 conta uma parte de uma das maiores tragédias da história do mundo, o sequestro de um dos três aviões que “fracassou”. Fracassou porque a intenção dos terroristas era atingir o Capitólio, mas alguns passageiros enfrentaram os terroristas. Os pilotos foram mortos por esses terroristas e a luta entre os fanáticos e os passageiros provocou a queda do avião. A direção é de Paul Greengrass.

Venceu 2 Baftas. Avaliação do Rotten Tomatoes: 91.

É a história do Massacre de Munique ocorrido em 1972. Tudo começa com o que aconteceu durante os Jogos Olímpicos de 1972, realizados em Munique. No dia 5 de Setembro, oito palestinos mascarados, do grupo Setembro Negro, invadiram a vila olímpica, mataram dois atletas israelenses e raptaram outros nove. Depois exigiram a saída em segurança do país e a libertação de alguns prisioneiros árabes. No entanto, quando chegaram ao aeroporto foram confrontados com a polícia alemã e desse confronto resultou a morte dos nove reféns. Steven Spielberg assina a direção do filme, que não agradou nem judeus nem muçulmanos.

Indicado a 5 Oscar. Avaliação do Rotten Tomatoes: 78.

Uma das grandes obras de Roman Polanski, O Pianista narra a história real do judeu Wladyslaw Szpilman, sobre sua experiência como sobrevivente da perseguição nazista e seu dia a dia no gueto de Varsóvia. O longa acompanha ainda a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração.

Ocupa a posição 53 no top 250 do IMDB. Venceu 3 Oscar e 2 Baftas. Avaliação do Rotten Tomatoes: 95.

Um dos grandes clássicos do cinema! Mais uma vez Steven Spielberg, dessa vez com sua obra prima. Relata a história de Oskar Schindler, um tcheco que salvou a vida de mais de mil judeus/poloneses durante o holocausto. O título faz referência à lista de 1.200 judeus que Schindler contratou para trabalhar na sua fábrica, tirando-os dos campos de concentração.

Número 7 no top 250 do IMDB. Ganhou 7 Oscar, 7 Baftas e 3 Globos de Ouro. Avaliação do Rotten Tomatoes: 97.

Filme russo de Sergei Eisenstein, de 1925. O filme é considerado um marco na montagem cinematográfica. A produção russa narra parte de um fato histórico de 1905, a rebelião de marinheiros de navio de guerra, para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares. Há a clássica cena na escadaria de Odessa: as cenas iniciais, que se passam sob luz e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierarquia social e política, da diferença entre as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema.

O filme está disponível na íntegra no YouTube. Clique na imagem acima e assista ao clássico!

A academia do Oscar foi fundada em 1927, o que explica o fato do filme não ter o prêmio. Avaliação do Rotten Tomatoes: 100.

Este filme não é considerado melhor que muitos filmes acima, mas está estrategicamente nesta posição por ser a primeira parte do nosso primeiro lugar. O filme é sobre a Batalha de Iwo Jima e conta a história de como três alçadores da bandeira foram usados como instrumentos de propaganda pelo governo dos Estados Unidos para levantar a moral do povo americano e angariar dinheiro para o esforço de guerra. Também mostra os efeitos da guerra nos veteranos e como eles sofreram com as memórias do conflito pelo resto de suas vidas. O longa é de Clint Eastwood.

Indicado a 2 Oscar e a 1 Globo de Ouro. Avaliação do Rotten Tomatoes: 73.

Este é o olhar japonês sobre a batalha de Iwo Jima. Neste filme, Eastwood foca nas seqüências de ação e num certo grupo de personagens, como o general Tadamichi Kuribayashi, vivido pelo ator Ken Watanabe. A perfeição da reprodução das batalhas são sempre citadas por críticos e especialistas. Um roteiro e uma direção impecáveis constroem uma superprodução grandiosa. Mais aclamado pela crítica e premiações internacionais do que pelos Estados Unidos. O filme ainda reuniu Clint Eastwood e Steven Spielberg, na direção e produção, respectivamente.

Venceu 1 Oscar e 1 Globo de Ouro. Avaliação do Rotten Tomatoes: 91.

 

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Trailetrizante: RED – Nada substitui a experiência

A coluna dessa semana traz um elenco estrelado, numa comédia de ação promissora. E mais uma vez, Helen Mirren aparece no Trailetrizante, mas dessa vez ela está acompanhado por Bruce Willis, Morgan Freeman e Marie-Louise Parker. No Brasil o filme ganhou o subtítulo Aposentados e Perigosos, uma adaptação do significado de RED, aposentados, extremamente perigosos (retired, extremely dangerous).

Assista ao trailer:

Frank Moses (Bruce Willis) é um ex-agente de operações secretas da CIA que está vivendo uma aposentadoria tranquila. Até que um assassino high tech aparece querendo matá-lo. Com sua vida e de sua esposa, Sarah (Mary-Louise Parker), em risco, Frank tenta reunir a sua antiga equipe (Morgan Freeman, John Malkovich e Helen Mirren) para tentar sobreviver.

O filme é baseado nos quadrinhos de mesmo nome, de autoria de Warren Ellis e Cully Hamner, que teve 3 edições e foi lançado pela DC Comics. O diretor Robert Schwentke é o responsável pela adaptação.

RED estreou ontem (15/10) nos Estados Unidos e chega às nossas salas daqui a um mês: 12 de novembro.

Se quiser ver os outros trailes e clips de RED, clique AQUI e assista!

Tropa de Elite 2 entra para o hall das grandes obras cinematográficas nacionais

É a melhor representação da realidade já feita no cinema nacional

Tudo o que Tropa de Elite 1 foi e representou pode ficar para trás diante deste êxito sem precedentes que é a sua continuação. Não me refiro à bilheteria. Toda a superficialidade do primeiro filme é rompida com um mergulho no lado mais obscuro e, ao mesmo tempo, evidente da sociedade brasileira: política e corrupção.

Enquanto o filme de 2007 faz sua audiência ser tomada por uma catarse provocada por cenas de violência que não se justificam dentro do enredo, já que elas não levam o espectador a uma reflexão profunda, esta sequência consegue submeter sua história a um contexto social e político que justifica cada take do filme. Faz uso de alegorias e produz uma magistral representação do real. Direção e roteiro afinados com a mensagem por trás das cenas e montagens. Aliás, o roteiro é sensacional, utiliza todos os recursos que um bom filme pode utilizar: agilidade, dinamismo, inteligência, reversão de expectativa, estrutura sólida e também não linear. A direção só peca em dois aspectos: fotografia e edição. São elementos que poderiam ter sido mais cuidados.

Wagner Moura coloca Tropa de Elite 2 no bolso

Um filme repleto de algumas ótimas atuações e uma genial. Assim podemos resumir o trabalho do elenco do longa. Porém, em Tropa 2 é o trabalho de Wagner Moura que mais impressiona. Uma interpretação no tom certo e uma concepção acertada e coerente do personagem. O Capitão Coronel Nascimento passa por um processo de humanização que contribui significativamente para a sensação de veracidade que o filme produz. Nascimento não é um herói – nem um anti-herói -, é a engrenagem de um sistema que começa a experimentar todos os seus conflitos pessoais e éticos durante sua evolução.

Tropa de Elite 2 consegue a façanha de produzir um reflexão política e fazer com que essa reflexão alcance a grande massa. E mais: José Padilha, diretor do filme, não se perde e seu processo de comunicação torna-se bem-sucedido. Vejam só: o governo do estado do Rio de Janeiro está representado da pior forma possível no longa e mesmo assim, numa tentativa de negar a representação, investe e patrocina a obra. Uma deliciosa incoerência que torna o filme ainda melhor.

O trabalho de Padilha consegue arrebatar a emoção do espectador em diversos momentos e faz de Tropa de Elite 2 um épico contemporâneo. De um crítico inflexível do filme, passo para a admiração a uma excelente obra. Inegavelmente melhor que o primeiro filme, este tem tudo para entrar para a história do cinema nacional.

 

 

 

Jack White: o homem prodígio do Rock!

Três bandas incríveis e por trás delas, ou melhor, à frente, o maior músico da década: Jack White

Esse é o post inaugural da coluna Meus Favoritos, que vai trazer sempre um grande artista da música e do cinema para as linhas desse blog.

Não poderíamos escolher um músico melhor: Jack White, o melhor músico da década! Os anos 00 foram efervescentes para a música. Com a internet, milhares de bandas surgiram, fenômenos passageiros ou duradouros. Logo de cara surge o álbum White Blood Cells, considerado um dos melhores da década, junto com Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, do Arctic Monkeys e Is This It, dos Strokes. O primeiro single foi Hotel Yorba, mas o cartão de visitas da banda para o mundo foi Fell In Love With A Girl, com o incrível “clipe de animação em Lego” dirigido por Michel Gondry. O álbum seguinte foi ainda mais aclamado: Elephant. Seven Nation Army se tornou uma das grandes músicas do rock moderno.

Assista  a Fell In Love With A Girl:

O rock se pintava de vermelho e branco, conhecia a guitarra visceral e as interpretações vigorosas de John Anthony White, ou melhor, Jack White: um prodígio do rock e incansável musicmaker. Todas as qualidades de um gênio reunidas em um músico. Com o passar dos anos, suas inquietações foram ficando cada vez mais incontroláveis. Meg e Jack White já não eram suficientes para sua ânsia musical.

Então, Jack formou sua segunda banda: The Raconteurs, em 2005. Com um som menos pesado e mais cadenciado, a banda remete a um ameno e agradável verão no interior do Canadá.

Abaixo, The Raconteurs – Old Enough (ao vivo):

No meio disso tudo, Jack’s inquietação também o levou ao cinema, no filme é Cold Mountain, de Anthony Minghella (2003). Neste filme Jack interpreta Georgia, um tocador de bandolim. E a trilha sonora também conta com a participação do rockstar.

Get Behind Me Satan e Icky Thump são as obras seguintes dos White Stripes. A qualidade e a sonoridade da banda se mantêm, apesar das direfenças entre os trabalhos. Depois disso, Jack parte para um novo e diferente projeto: The Dead Weather. As guitarras e distorções dos White Stripes ainda mais intensas, uma sonoridade mais crua, simples e seca. Nessa banda, Jack divide os vocais com Alison Mosshart ( The Kills e Discount). O Dead Weather conta também com Dean Fertita (Queens of the Stone Age), guitarra e piano, e Jack Lawrence (The Raconteurs e The Greenhornes).

Veja o ótimo clipe de I Cut Like A Buffalo, versão britânica:

Um supergrupo com álbuns muito bem recebidos pela crítica: Horehound e Sea of Cowards, especialmente este último, lançado neste ano.

The White Stripes, banda pela qual tenho mais carinho, por ter sido a primeira (e também por gostar muito da Meg), recebereu um pouco mais de atenção em 2010. Jack chegou a dizer que trabalhar de novo com o White Stripes seria estranho… Mas que ele adoraria ter que conceber um novos WS. Ah, que bom! Para os fãs não ficarem mais uma ano sem a dupla, foi lançado em março desse ano, o filme Under Great White Northern Lights, um documentário e também o primeiro álbum ao vivo da banda. O filme é sobre a turnê de 2007 no Canadá e tem direção de Emmett Malloy.

Um hino da guitarra, Icky Thump:

Além disso, Jack pretende lançar um modelo de vinil inovador: uma edição especial do single Blue Blood Blues, do Dead Weather, virá em um disco de 12 polegadas que poderá ser aberto com um canivete. Dentro do disco, há um outro compacto, de 7″, contendo outra música inédita. Muito legal! A previsão de lançamento é para este mês de outubro.

Neste momento, o homem prodígio trabalha com a banda sueca Dungeon, para sua série de singles em vinil.

Alguém duvida que o Sr. Jack White é o maior artista da música atualmente? Com uma história dessa em apenas 10 anos, fica difícil não reconhecer o talento deste superartista.

Confira todos os pôsteres de Harry Potter e as Relíquias da Morte lançados até agora!

Não param de sair novos pôsteres do próximo filme de Harry Potter, até agora já são 18!

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Clique nas imagens e veja o pôster ampliado:


Modo Shuffle: o retrô moderno de April Smith and the Great Picture Show!

April já atraiu a atenção de vários críticos e publicações, mas seu som ainda engatinha para cruzar a fronteiras norte-americanas


E também para se afirmar dentro dos Estados Unidos. Com um som que agrega folk, ritmos de cabaré, blues, através de uma guitarra consistente, às vezes um acordeão aqui, um violino ali e um teclado acolá. Além disso tudo, tem a voz forte e doce de April Smith. E não é que tudo isso junto acaba virando rock ‘n’roll?!

A banda é do Brooklyn e é formado por April Smith (voz e guitarra), Stevens (baixo), Marty O’Kane (guitarra principal), Ray Malo (teclado), Nick D’Agostino (bateria).

Em fevereiro deste ano eles lançaram seu primeiro álbum: Songs for a Sinking Ship. E a história desse álbum é interessante. Ele foi financiado pelos fãs, que fizeram doações através do site Kickstarter.com (algo como pontapé inicial). Neste site os visitantes podem ajudar a montar peças de teatro, produções artísticas, contribuir com filmes independentes e investir em bandas iniciantes, como foi o caso da April Smith.

Vamos ouvir a música Colors, com April e sua banda se apresentando para a Billboard:

E abaixo, nossa favorita Terrible Things:

 

Trailetrizante: Helen Mirren é a estrela de A Tempestade, adaptação da obra de Shakeaspeare

A Tempestade tem direção de Julie Taymor, que adaptou a obra de mesmo nome de William Shakeaspeare. O filme narra a história de um duque de Milão destronado à procura de vingança contra seu irmão, Próspero. Para os cinema, a cineasta americana alterou o sexo do protagonista, que passou a se chamar Próspera, uma feiticeira que comanda uma ilha mágica e seus habitantes. Tudo para ter Helen Mirren como protagonista? Não se sabe a motivação de Julie, mas o trailer já se mostra bastante atrativo:

Além de Mirren, também estão no elenco: Russel Brand (Um Faz de Conta Que Acontece), Djimon Hounsou (Diamante de Sangue), Felicity Jones (SoulBoy), dentre outros.

Com estreia marcada para 10 de dezembro nos Estados Unidos, o filme deve chegar somente em 2011 por aqui.

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