"So I think It’s Time For Us to Have a Toast" – Kanye West (Runaway)

Sem deixar de lado os recursos eletrônicos, o novo álbum do Radiohead alcança diretamente o coração

Apenas 8 faixas de uma obra que parece ser apenas o início de um grande projeto vai diretamente ao encontro das expectativas dos fãs de Radiohead, acostumados à sonoridade incomum e original, às belas melodias, ao falsete (marca registrada de Thom Yorke) nas canções, à já de costume presença de música ambiente, letras simples… Tudo que conhecemos de Radiohead está em The King Of Limbs. O que este novo trabalho traz de mais marcante é suavidade de cada música, melodias extremamente comoventes e uma atmosfera suspensa entre frieza, melancolia e emoção.

De início, The King Of Limbs começa de forma mais agressiva. Bloom abre o disco com força e energia, com o destaque para a bateria representando tambores tribais, em seguida vem Morning Mr. Magpie, seguindo a mesma linha enérgica, mas que não está entre os pontos altos do álbum.

Little By Little é a música mais interessante em termos de arranjo. Cordas, metais, voz e o som eletrônico produzem uma incrível atmosfera que precede os highlights do álbum. Vamos a eles:

Feral tem um pouco do que vimos em In Rainbows: a percussão mixada com batidas eletrônicas, dessa vez (e nessa música) coberta pelo Dubstep.

Lotus Flower, o primeiro single, é uma das canções de maior alcance, principalmente pela beleza única de sua melodia e a intensa performance de Thom Yorke à frente dos vocais. A música ambiente está em perfeita harmonia e constrói o clima denso e provoca uma sensação de sonho no ouvinte. No clipe acima podemos notar a postura antipopstar, indiepride e frontman lado B que é o Thom Yorke. De fato ele se envolve intensamente com sua música, mas a atitude no vídeo nada mais é que um freak-show calculado. E isso não é ruim! Quase 6,5 milhões de visualizações é o resultado de uma excelente estratégia para atrais olhares e ouvidos à música do Radiohead. Talvez a atitude mais pop da banda desde a ousada forma encontrada para vender In Rainbows.

Codex é uma faixa mais triste, mesmo com elementos mais pop, com uma linha melódica que remete até mesmo às clássicas canções do Oasis, só que bem mais introspectiva e com a cara do Radiohead. Logo a música que tem o nome diretamente associado a elementos eletrônicos, é a que soa mais orgânica e que enfatiza voz e piano. Mas não é à toa: codex significa originalmente “tronco de árvore”.

Give Up The Ghost é um lamento emocionante conduzido por Thom Yorke, em três vozes que se complementam e produzem um dos melhores resultados do álbum.

Concluindo, temos Separator, outra bela canção. A segunda melhor do álbum. Uma das mais simples e apesar de não identificarmos um elemento pop que justifique a imediata aceitação, achamos que esta pode ser um dos próximos singles.

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