"So I think It’s Time For Us to Have a Toast" – Kanye West (Runaway)

Born This Way já é recorde de vendas, certamente o disco mais aguardado do ano, tanto pelos fãs quanto pelos desconfiados em relação à Lady Gaga. Será que o segundo disco de um dos maiores fenômenos da música pop seria a confirmação de Lady Gaga nesse posto?

Neste álbum, Gaga apresenta uma versatilidade musical fortemente preenchida por seu senso comercial. Ela sabe o que vende, ou melhor, o que está vendendo. A música Born This Way, lançada em fevereiro chegou a 6 semanas consecutivas em primeiro lugar na Billboard. Já Judas e The Edge Of Glory não conseguiram o mesmo êxito. Mais que um fenômeno de charts, Lady Gaga é um fenômeno da cultura pop. Sua influência vai muito além dos Estados Unidos.

Em Born This Way, Lady Gaga segue trazendo suas influências musicais já conhecidas, como Elton John, Madonna e Queen, mas dessa vez o que domina o álbum é sua influência oriunda do rock. É claramente inspirado por bandas como Kiss, Bon Jovi e A-Ha. Os anos 80 e 90 ainda são as grandes inspirações para a diva, que lança um dos álbuns mais ambiciosos dos últimos anos. Gaga em BTW é uma verdadeira máquina de fazer hits, ela não chega a surpreender no som que ela entrega, mas os méritos do seu trabalho são inegáveis. Religião, liberdade e festas são os temas dominantes das faixas deste álbum.

São ao menos 7 hinos em potencial, poderosos hits de pista de dança e refrões inteligentes. Scheiße e Government Hooker dois dos principais destaques do álbum. Em meio a tantas batidas familiares e refrões contagiantes, Gaga também traz trabalhos com marca autoral e originalidade. É o caso de Judas, a música mais singular e forte de Born This Way.

Government Hooker

O que tem de mais interessante no novo da Lady Gaga é a notável ambição da cantora. O recado é claro: ela quer ser a maior do mundo. E para isso lança um álbum com vários hits em potencial, cria uma estrutura gigantesca de divulgação, não mede esforços, se empenha nas redes sociais…

De fato, este é o mais forte e bem feito álbum pop dos últimos anos. Arrisco dizer que nesta década nenhum álbum pop é equivalente a este. Ou melhor, Born This Way está levemente acima de Stripped (Christina Aguilera) e Futuresex/Lovesounds (Justin Timberlake), mas não chega ao nível de Speakerboxxx/The Love Below (Outkast). Mas está aí, na prateleira dos mais importantes, além de ser melhor que o disco anterior da própria Gaga.

A essência da música pop preenche as faixas de Born This Way. Uma inteligente mistura de elementos, boa dosagem de voz e recursos eletrônicos, refrões bem construídos e letras inteligentes.

Esse é o disco da confirmação e, nele, Lady Gaga marca seu território na música pop.

Comentários em: "Crítica: Lady Gaga – Born This Way" (1)

  1. Isso eh uma porkaria d album. Bom mesmo eh Femme fatale¡

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