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O Universo Encantador de Gilmore Girls

Por Nathielle Hó

Gilmore girls está na lista das minhas séries favoritas. Isso não é à toa. A série criada por Amy Sherman-Palladino, soube explorar de forma sensível o relacionamento entre mãe e filha, mesclando comédia com momentos de drama. O que existia entre Lorelai e Rory ia além da relação convencional materna, elas eram acima de tudo amigas e confidentes. As meninas Gilmore foram as protagonistas perfeitas. Lorelai é aquele personagem que todo mundo adora: apresenta um bom humor incontestável, é piadista, independente, decidida e simpática. Já Rory, é aquela menina-mulher tímida, mas que se mostra descontraída com as pessoas que conhece, ótima filha, neta carinhosa, amiga presente e ainda por cima é super estudiosa. O título Tal mãe, tal filha que a série ganhou no Brasil reflete bem a idéia que os telespectadores têm de Lorelai e Rory: elas eram extremamente parecidas – compartilhavam do mesmo vício pelo café em quantidade excessiva, faziam citações e referências culturais que só os mais próximos entendiam, seus diálogos eram inteligentes, rápidos e engraçados, e as duas comiam as guloseimas mais calóricas do reino do fast-food e mantinham aquele corpo de dar inveja. E acima de tudo, compartilhavam as alegrias e desventuras da vida.

Abaixo você pode ver um fanmade vídeo da série e recordar:

Tudo nessa série beira a perfeição. O próprio cenário, onde muitas das cenas foram rodadas, era genial. Stars Hollow, moradia das Gilmore, é aquela cidade que tem ares de interior e clima de outono. Aí todos se conhecem, se respeitam e de uma certa forma passam a fazer parte da família um do outro. Todos sabem da vida do vizinho – o que é inevitável numa cidade pequena. Tudo é decido de forma comunitária. E os moradores dessa cidadezinha de aparência pitoresca são ingredientes à parte. Kirk (estava em todos os lugares de Stars Hollow ao mesmo tempo), Babette (a vizinha prestativa), Miss Patty (dona do salão de dança mais glamouroso que se tem notícia), Taylor (o comandante do lugar, o careta, o politicamente correto, com as suas reuniões intermináveis e exaustivas em nome da história de Stars Hollow), e senhora Kim (dona do antiquário e mãe conservadora de Lane), são personagens com facetas interessantes e que tornam a série ainda mais divertida.

Adoro coreanos, então posso dizer sem sombra de dúvida que uma das personagens que eu mais admirava era a Lane. Ela conseguiu conservar sua identidade e gostos mesmo com a mãe durona e conservadora que tinha – a senhora Kim. Rory era cúmplice de Lane, melhores amigas elas compartilhavam segredos, exemplo disso, é que só Rory sabia que Lane era uma fanática por rock’n roll. Ao longo das sete temporadas, inclusive, a coreana monta uma banda, onde atua como baterista –  a Hep Alien. Lane é uma personagem especial para a autora Amy Sherman-Palladino, porque foi inspirada em sua melhor amiga. Outra dupla de amigas que eu adorava era Lorelai e Sookie. Elas eram companheiras, amigas que compartilhavam a vida profissional e pessoal e duas pessoas divertidíssimas. O hotel Independence Inn não seria o mesmo sem elas (Lorelai – a gerente, e Sookie – a cozinheira chef mais fofa do mundo) e o recepcionista francês Michel, personagem engraçado, um tanto quanto sarcástico que aparentava certa arrogância (ao longo da série vemos que isso é só a primeira impressão que se tem dele). Uma personagem que é a versão feminina de Michel é a Paris. Ela estudou com Rory em ChiltonYale. Paris era um tanto quanto briguenta, estava o tempo todo competindo com Rory. Mas no fim acaba nascendo uma bonita amizade entre elas. Com certeza, as amizades em Gilmore Girls era um dos pontos fortes da série.

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