"So I think It’s Time For Us to Have a Toast" – Kanye West (Runaway)

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Crítica: Foo Fighters – Wasting Light | Química perfeita entre pop e rock!

No novo álbum, Dave Grohl e companhia lançam a obra mais consistente de seus últimos anos de carreira


A partir do álbum In Your Honor, lançado 2005, o Foo Fighters não alcançava a performance de One By One e dos álbuns da década de 90. Tanto que em setembro de 2008, a banda anunciou uma pausa. Mas esta pausa não durou muito e no início de 2009, a banda já anuciou planos para um novo trabalho.

Justamente na volta de Pat Smear (2ª guitarra), a banda alcança novamente a sua melhor forma. O último trabalho de Smear com o Foo Fighters foi The Colour and the Shape. O guitarrista também participou de Skin And Bones, o álbum ao vivo da banda, já no retorno ao FF.

O resultado sai agora, em 2011, e a longa espera valeu a pena. Wasting Light é um ótimo disco, rock’n’roll ao melhor estilo Foo Fighters, um álbum cheio de hits em potencial. E um dos mais pop da banda também, trazendo refrões bem contruídos e ao bom e velho estilo sing-along, dos maiores hits do Foo Fighters. Recolhendo as cinzas, a abertura com Bridge Burning já é de tirar o fôlego, ainda mais sendo a melhor música do disco, dosando perfeitamente peso e cadência, um refrão envolvente e uma performance instrumental de altíssimo nível. Na sequência, Rope e mais uma incrível performance da banda, um refrão poderoso e arrebatador.

Dear Rosemary, a balada fofa do disco também não decepciona. Para levantar de novo, White Limo chega com a performance gutural de Dave Grohl e o ritmo acelerado da bateria de Taylor Hawkins. E quanto mais ouvimos o disco, temos a percepção de que qualquer música poderia virar single. Wasting Light é um raro disco em que todas as músicas funcionam. Dá pra destacar highlights, mas o disco todo é uma das mais bem feitas obras pop dentro do rock’n’roll dos últimos anos. Algo que só o Foo Fighters poderia mesmo lançar e levar o rock de volta às paradas de sucesso.

As paradas britânicas e americanas aguardam um bom desempenho de Wasting Light nas vendas. O disco foi oficialmente lançado em 12 de abril.

UPDATE: Foo Fighters destrona Adele nas paradas britânicas.

Voltando à audição: não podemos encerrar sem destacar o segundo ponto alto (entre vários) de Wasting Light: I Should Have Known. A música mais completa e redonda do álbum. Não digo a melhor, já que Bridge Burning é um soco no estômago arrebatador. Mas em termos de beleza, a penúltima faixa do álbum é imbatível, além de trazer toda a intensidade da banda.

Wasting Light é para fãs de rock’n’roll. Wasting Light é para trazer novos fãs ao rock’n’roll.

Jack White: o homem prodígio do Rock!

Três bandas incríveis e por trás delas, ou melhor, à frente, o maior músico da década: Jack White

Esse é o post inaugural da coluna Meus Favoritos, que vai trazer sempre um grande artista da música e do cinema para as linhas desse blog.

Não poderíamos escolher um músico melhor: Jack White, o melhor músico da década! Os anos 00 foram efervescentes para a música. Com a internet, milhares de bandas surgiram, fenômenos passageiros ou duradouros. Logo de cara surge o álbum White Blood Cells, considerado um dos melhores da década, junto com Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, do Arctic Monkeys e Is This It, dos Strokes. O primeiro single foi Hotel Yorba, mas o cartão de visitas da banda para o mundo foi Fell In Love With A Girl, com o incrível “clipe de animação em Lego” dirigido por Michel Gondry. O álbum seguinte foi ainda mais aclamado: Elephant. Seven Nation Army se tornou uma das grandes músicas do rock moderno.

Assista  a Fell In Love With A Girl:

O rock se pintava de vermelho e branco, conhecia a guitarra visceral e as interpretações vigorosas de John Anthony White, ou melhor, Jack White: um prodígio do rock e incansável musicmaker. Todas as qualidades de um gênio reunidas em um músico. Com o passar dos anos, suas inquietações foram ficando cada vez mais incontroláveis. Meg e Jack White já não eram suficientes para sua ânsia musical.

Então, Jack formou sua segunda banda: The Raconteurs, em 2005. Com um som menos pesado e mais cadenciado, a banda remete a um ameno e agradável verão no interior do Canadá.

Abaixo, The Raconteurs – Old Enough (ao vivo):

No meio disso tudo, Jack’s inquietação também o levou ao cinema, no filme é Cold Mountain, de Anthony Minghella (2003). Neste filme Jack interpreta Georgia, um tocador de bandolim. E a trilha sonora também conta com a participação do rockstar.

Get Behind Me Satan e Icky Thump são as obras seguintes dos White Stripes. A qualidade e a sonoridade da banda se mantêm, apesar das direfenças entre os trabalhos. Depois disso, Jack parte para um novo e diferente projeto: The Dead Weather. As guitarras e distorções dos White Stripes ainda mais intensas, uma sonoridade mais crua, simples e seca. Nessa banda, Jack divide os vocais com Alison Mosshart ( The Kills e Discount). O Dead Weather conta também com Dean Fertita (Queens of the Stone Age), guitarra e piano, e Jack Lawrence (The Raconteurs e The Greenhornes).

Veja o ótimo clipe de I Cut Like A Buffalo, versão britânica:

Um supergrupo com álbuns muito bem recebidos pela crítica: Horehound e Sea of Cowards, especialmente este último, lançado neste ano.

The White Stripes, banda pela qual tenho mais carinho, por ter sido a primeira (e também por gostar muito da Meg), recebereu um pouco mais de atenção em 2010. Jack chegou a dizer que trabalhar de novo com o White Stripes seria estranho… Mas que ele adoraria ter que conceber um novos WS. Ah, que bom! Para os fãs não ficarem mais uma ano sem a dupla, foi lançado em março desse ano, o filme Under Great White Northern Lights, um documentário e também o primeiro álbum ao vivo da banda. O filme é sobre a turnê de 2007 no Canadá e tem direção de Emmett Malloy.

Um hino da guitarra, Icky Thump:

Além disso, Jack pretende lançar um modelo de vinil inovador: uma edição especial do single Blue Blood Blues, do Dead Weather, virá em um disco de 12 polegadas que poderá ser aberto com um canivete. Dentro do disco, há um outro compacto, de 7″, contendo outra música inédita. Muito legal! A previsão de lançamento é para este mês de outubro.

Neste momento, o homem prodígio trabalha com a banda sueca Dungeon, para sua série de singles em vinil.

Alguém duvida que o Sr. Jack White é o maior artista da música atualmente? Com uma história dessa em apenas 10 anos, fica difícil não reconhecer o talento deste superartista.

Modo Shuffle: o retrô moderno de April Smith and the Great Picture Show!

April já atraiu a atenção de vários críticos e publicações, mas seu som ainda engatinha para cruzar a fronteiras norte-americanas


E também para se afirmar dentro dos Estados Unidos. Com um som que agrega folk, ritmos de cabaré, blues, através de uma guitarra consistente, às vezes um acordeão aqui, um violino ali e um teclado acolá. Além disso tudo, tem a voz forte e doce de April Smith. E não é que tudo isso junto acaba virando rock ‘n’roll?!

A banda é do Brooklyn e é formado por April Smith (voz e guitarra), Stevens (baixo), Marty O’Kane (guitarra principal), Ray Malo (teclado), Nick D’Agostino (bateria).

Em fevereiro deste ano eles lançaram seu primeiro álbum: Songs for a Sinking Ship. E a história desse álbum é interessante. Ele foi financiado pelos fãs, que fizeram doações através do site Kickstarter.com (algo como pontapé inicial). Neste site os visitantes podem ajudar a montar peças de teatro, produções artísticas, contribuir com filmes independentes e investir em bandas iniciantes, como foi o caso da April Smith.

Vamos ouvir a música Colors, com April e sua banda se apresentando para a Billboard:

E abaixo, nossa favorita Terrible Things:

 

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